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O aumento das taxas de visto da Austrália a 1 de julho de 2026: o que muda se vai mudar-se para cá

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A secretária de quem tem um visto Working Holiday a meio do planeamento: passaporte, um portátil aberto no ImmiAccount, um caderno com um orçamento rabiscado. Caloroso, real, nada de fotografia de aeroporto de banco de imagens.

Todos os anos, a 1 de julho, a Austrália sobe um pouco as taxas de visto. Na maioria dos anos é a inflação, de 2 a 5%, uns poucos dólares que mal se notam. Este ano foi diferente. A 1 de julho de 2026, o Department of Home Affairs subiu a maioria das taxas de visto cerca de 25% de uma só vez. É quase oito vezes o aumento habitual de julho, e chegou de um dia para o outro, sem qualquer aviso prévio.

Se estava prestes a submeter o pedido, talvez tenha visto o preço mudar enquanto a notícia carregava. E se está a planear mudar-se para a Austrália com um visto Working Holiday, ou a pensar mais longe em estudar, trabalhar ou fixar-se cá, isto afeta todo o percurso, não apenas o primeiro visto. Eis o que mudou realmente, o que significa para si e a parte do custo de que as manchetes nunca falam.

O que mudou a 1 de julho de 2026

O aumento atingiu quase todas as categorias ao mesmo tempo. O visto de visitante passou de AUD 200 para AUD 250. O visto de parceiro passou de AUD 9365 para AUD 11 710. O visto de trabalhador qualificado passou de AUD 4910 para AUD 6135. O visto de estudante principal subiu os 25% completos, para AUD 2500.

Algumas categorias saltaram muito mais do que 25%. O Bridging Visa B, o de que precisa para sair da Austrália e voltar a entrar enquanto um pedido feito dentro do país é decidido, passou de AUD 190 para AUD 575. Importa mais do que parece, e voltaremos a isso.

Duas coisas não se mexeram de todo. O eVisitor (subclass 651) continua gratuito e o ETA (subclass 601) continua a custar cerca de AUD 20. Se o seu passaporte dá acesso a um deles e vem só de visita, toda esta história passa-lhe ao lado.

O que significa se tem um visto Working Holiday

O visto Working Holiday é por onde a maioria começa, por isso merece números próprios.

O visto do primeiro ano (subclass 417 e 462) subiu os 25% habituais, de AUD 670 para AUD 840. Os do segundo e terceiro ano subiram mais, para cerca de AUD 1000 cada. Esses vistos seguintes premeiam o trabalho em zonas regionais que o mantém no país, pelo que um aumento maior é o governo a encarecer de propósito uma estadia mais longa.

Visto Working HolidayAntes de 1 de julho de 2026A partir de 1 de julho de 2026
Primeiro ano (417 / 462)AUD 670AUD 840
Segundo ano (renovação)AUD 670~AUD 1000
Terceiro ano (renovação)AUD 670~AUD 1000

Se é da China, da Índia ou do Vietname, tem ainda de se inscrever primeiro no sorteio, que tem uma taxa separada de cerca de AUD 25 além da taxa do visto. E lembre-se de que o seu primeiro visto Working Holiday tem de ser pedido enquanto está fora da Austrália, por isso paga a taxa em vigor no dia em que o Department recebe o pedido.

Fazendo o percurso completo de três anos, só as taxas de visto somam agora cerca de AUD 2840, contra os AUD 2010 de antes. E isto antes de ter reservado um voo ou de comprovar os mais de AUD 5000 em fundos que o visto exige.

O panorama geral se planeia ficar

Muita gente chega com um visto Working Holiday e acaba por construir cá uma vida mais longa, passando depois para um visto de estudante, de trabalhador qualificado ou de parceiro. Se é esse o seu plano, a escada toda ficou mais íngreme. Eis como se comparam agora os vistos com que é mais provável cruzar-se.

VistoAntes de 1 de julho de 2026A partir de 1 de julho de 2026
Visitante (600)AUD 200AUD 250
Working Holiday, primeiro ano (417 / 462)AUD 670AUD 840
Estudante (500)AUD 2000AUD 2500
Skills in Demand (482)AUD 3210AUD 4015
Trabalhador qualificado (189 e semelhantes)AUD 4910AUD 6135
Parceiro (820 / 801)AUD 9365AUD 11 710
Bridging Visa BAUD 190AUD 575

Há mais um que não está no aumento de julho mas pertence à mesma conversa: o Temporary Graduate visa (subclass 485) já tinha quase duplicado, para cerca de AUD 4600, a 1 de março de 2026. Assim, se o seu percurso vai de estudos para visto Graduate e depois para trabalhador qualificado, dois aumentos distintos caíram sobre esse caminho num único ano.

Estas são as taxas base para o requerente principal. Se acrescentar um parceiro ou um filho, cada pessoa soma mais, e nos vistos caros isso chega aos milhares.

O número que ninguém põe na manchete

Eis a parte que as tabelas de taxas omitem. A taxa do visto é uma só linha. Raramente é o valor que realmente paga para se mudar.

Imagine alguém com visto Working Holiday que chega, trabalha uma temporada, conhece uma pessoa e acaba por submeter um pedido de visto de parceiro. Ao longo desse percurso, as taxas do governo são só metade da história. Cada fase pede documentos, e muitos custam dinheiro a obter e, se não estiverem em inglês, a traduzir.

Eis o que costuma somar-se à taxa do visto, consoante a fase em que está:

  • Certificados de registo criminal de cada país onde viveu 12 meses ou mais, normalmente entre AUD 50 e 100 cada
  • Exames médicos com um médico autorizado (panel doctor) quando exigidos, muitas vezes entre AUD 400 e 600
  • Resultados de um teste de inglês para os vistos que o exigem, cerca de AUD 400
  • Avaliação de competências para os percursos de trabalhador qualificado e alguns de graduado, entre AUD 500 e 2000
  • Traduções certificadas NAATI de qualquer documento que ainda não esteja em inglês

Este último é o custo que as pessoas esquecem até o Department o pedir. E é aquele que mais vezes vemos apanhar desprevenidos quem se muda.

Porque é que as traduções são o custo que se esquece

A regra é simples e não admite exceções. Qualquer documento oficial em que se baseie no pedido e que não esteja em inglês tem de ser traduzido por um tradutor certificado NAATI. Não por si, não por um amigo, não por uma aplicação de tradução. Uma tradução simples ou notarial não é aceite para um visto australiano.

Para o próprio visto Working Holiday, muitas vezes precisa de muito pouco, porque exige pouca documentação. Mas assim que o seu plano passa do primeiro ano, começam as traduções:

  • Uma certidão de nascimento de um país onde não se fala inglês, para a identidade na maioria dos vistos pedidos dentro do país
  • Uma certidão de antecedentes criminais noutra língua, para a idoneidade nos vistos de graduado, trabalhador qualificado e parceiro
  • Uma certidão de casamento ou provas da relação, se incluir um parceiro
  • Uma carta de condução, se a quiser converter e continuar a conduzir passados os primeiros meses

Nenhum destes documentos é caro por si só. O que apanha as pessoas é o momento. Uma tradução certificada em falta não custa apenas o preço da tradução: provoca um pedido de mais informações e adia a decisão por semanas. Com uma taxa agora não reembolsável e 25% mais alta, o caro é o atraso que põe o pedido em risco, não a tradução de AUD 69.

É essa a razão para pôr a parte dos documentos a andar cedo, antes de estar encostado a um prazo.

O que fazer agora

Algumas coisas que vale a pena saber antes de agir.

A data que conta é aquela em que o Department recebe o pedido, não aquela em que o começa. Abrir um pedido no ImmiAccount não fixa o preço. Se a taxa mudar antes de o pedido ser recebido, paga a nova.

Não apresse um pedido fraco para fugir a um aumento. A taxa não é reembolsável e está mais alta do que nunca, por isso uma recusa agora desperdiça mais dinheiro do que antes. Submeter cedo só ajuda se submeter um pedido completo. Fazê-lo bem à primeira vale mais do que umas centenas de dólares poupados.

Se vem apenas de visita, respire fundo. O eVisitor continua gratuito e o ETA continua a custar cerca de AUD 20. A história dos 25% diz respeito aos vistos com que se vive e trabalha, não às viagens curtas.

Calcule sempre o preço do seu visto no próprio dia. As taxas são indexadas e mudam. Consulte a taxa em vigor no site do Department of Home Affairs antes de submeter o pedido, e use o estimador de preços deles se um parceiro ou filho constar do pedido.

Perguntas frequentes

Quanto subiu o visto Working Holiday? O visto do primeiro ano (417 e 462) passou de AUD 670 para AUD 840, um aumento de 25%. Os do segundo e terceiro ano subiram mais, para cerca de AUD 1000 cada.

Quando começaram as novas taxas? A 1 de julho de 2026. A alteração aplicou-se aos pedidos recebidos a partir dessa data, sem período de transição.

As novas taxas são permanentes? Sim. Não foi uma sobretaxa temporária. É a nova taxa base, e a habitual indexação anual aplicar-se-á por cima nos próximos julhos.

Os vistos de visitante também subiram? O visto de visitante subclass 600 passou de AUD 200 para AUD 250. Mas o eVisitor continua gratuito e o ETA custa cerca de AUD 20, pelo que a maioria dos visitantes de curta duração não é afetada.

Preciso de traduzir os meus documentos para um visto Working Holiday? Normalmente não para o próprio visto Working Holiday, já que pede pouca documentação. Vai precisar de traduções certificadas NAATI quando o seu plano passar para um visto de estudante, de trabalhador qualificado ou de parceiro, onde entram os documentos de identidade, idoneidade e relação.

Que documentos precisam de uma tradução certificada NAATI? Qualquer documento oficial que não esteja em inglês e em que se baseie no pedido. Para a maioria de quem se muda para cá, isso significa uma certidão de nascimento, um certificado de registo criminal estrangeiro, uma certidão de casamento ou uma carta de condução que queira converter.

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A partir de AU$69, entregue em 24 horas no seu email.

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